Explosão, Rio e SP

October 14, 2011  |  Rotina  |  No Comments

O que a explosão desse restaurante no Rio me fez pensar é que o Rio é exatamente como uma mulher bonita, linda mesmo mas daquelas aproveitadoras, sabe? Que usa a beleza para conquistar tudo o que quer e acha que a beleza é suficiente. Nesse momento em que a beleza proporciona tudo, realmente ela é suficiente. Mas e quando a beleza acabar, o que ela terá? Provavelmente não muito. Falta conteúdo.

Já SP, para mim é aquela mulher bem nascida, educada mas que não é bonita. Longe disso. Ela tem outros méritos e pode te conquistar de outras maneiras. Ela te trata bem, as coisas funcionam um pouco melhor e tal. E no final, como ela nunca teve a beleza para se apoiar, quando a beleza passar, ela ainda vai ter seu charme e suas maneiras de conquista. As vezes isso pode se apoiar no dinheiro ou no que o dinheiro proporcionou.
Espero que vocês entendam que isso é um pouco mais do que uma analogia pobre. As coisas têm realmente se provado bem próximo dessa comparação.

Eu sou carioca, moro e trabalho em SP e gostaria muito de voltar a morar e trabalhar no Rio. Infelizmente isso não me parece viável hoje. São coisas como a explosão que mostram que o governo do Rio e sua história, acham que ser a cidade maravilhosa é suficiente. Que a beleza é suficiente. Muita coisa é bonita mas nem todas funcionam como deveriam. Falta conteúdo para essa mulher bonita. O serviço no Rio, em geral, é ruim e isso é o que mata tudo. As experiências legais na cidade são quando não há interação com prestadores de serviço.

Olha a foto linda que tirei na praia, no cristo, o passeio no bondinho do pão de açúcar, uma volta no Jardim Botânico e depois na Lagoa

Quantas vezes você ouve as pessoas falarem que foram em um restaurante ótimo no Rio e que foram super bem atendidos? É raro. Mas o que me incomoda é que quem está no dia a dia nem nota isso. Eu mesmo só notei isso quando vim morar em SP. As pessoas acham que faz parte do chame do carioca e que os visitantes que devem se adaptar.

Não vou falar de violência porque isso, na minha opinião, é comum a todas as grandes metrópoles. Mas não tenho o que falar sobre as explosões de bueiros. E isso dói, cara. Sou carioca, minha família continua no Rio e eu voltaria ontem se me chamassem mas se a violência faz parte da rotina das grandes cidades, o descaso não deveria fazer. E hoje, no Rio, infelizmente faz.

Tem tanta coisa sensacional no Rio que nós, cariocas, achamos que isso já é suficiente. Já que o cara vai ter que comer mesmo, o meu restaurante faz a comida e ele come. O serviço? Ah! tanto faz. Ele vem aqui para comer. É mais fácil manter os clientes do que conquistar novos, lembra? Essa postura vai contra essa máxima do marketing

Tem muita gente boa tentando fazer com que essa cultura mude. Mas como todo mundo sabe, mudança cultural não é algo simples de conquistar. As pessoas devem querer. E não vejo os governantes querendo mudar. Claro que isso se seria replicado pelos moradores da cidade. Como um filho que imita o pai. O trânsito está ficando pior que em SP não só pelo excesso de carros e gargalos no trânsito mas pela falta de educação no trânsito numa coisa simples que é fechar cruzamentos. Os corredores de ônibus parecem ter melhorado alguns pontos de trânsito mas as pessoas podem ajudar também, né?

Todo mundo tem que ajudar. Está na hora da mulher bonita começar a estudar e se educar. Quando notarem que ela não é mais tão bonita, ter outros predicados vai ser bem importante.

Mas tem noção de como é ruim classificar esse post na categoria Rotina?

Qual a etiqueta para aniversario via Facebook?

September 26, 2011  |  Bizarro, Rotina  |  No Comments

Meu aniversário aconteceu recentemente e, honestamente, não soube muito bem como lidar com os vários posts de parabéns no Facebook. Aí fiquei pensando, existe uma etiqueta para aniversários nas redes sociais? Sim, eu sei que a principal é agradecer os parabéns, como faríamos se alguém tivesse falado para nós ao vivo. Mas na vida real não encontramos com centenas de pessoas querendo te dar parabéns, né?
Eu optei por dar curtir em todos os posts de parabéns que apareciam e respondi os poucos que tinham alguma pergunta. Um amigo meu recentemente teve problemas com a namorada porque ele curtiu os parabéns de outras e não o dela. Enfim, o que pode ser uma besteira para alguns, pode ser bem importante para outros, né?
No dia seguinte, fiz um update agradecendo as mensagens de parabéns e pronto. Mais algumas pessoas deram parabéns e curti todas as mensagens igualmente. Uma amiga minha optou por nomear umas 20 pessoas que deram parabéns a ela em uma mensagem única agradecendo e com 2o pessoas tagueadas. É outra maneira de lidar.

Na real, ninguém sabe direito como proceder e esse tipo de dúvida deve aparecer desde o tempo da BBS. É aquelas história, os amigos do Facebook não são amigos mas os que vão lá e deixam uma mensagem, merecem pelo menos um curtir, né? :P

Bolhas, egos e ciclos

July 3, 2011  |  Textos Aleatórios  |  No Comments

As vezes nós acabamos dentro de bolhas. São momentos perfeitos em que o tempo não importa. São como máquinas do tempo de momentos que nunca existiram. Se você parar para pensar, bolhas sempre trazem boas lembranças e um arrependimento voraz. Daqueles que você pensa que deveria ter feito diferente para tentar fazer com que essa momento durasse mais tempo. Porque convenhamos que sentimento de invencibilidade, de ser maior que a vida e de ter conseguido dobrar as possibilidades mais atípicas. De ter derrotado a falta de sorte é o combustível que faz com que a bolha mantenha-se inteira e não rompa.

Mas, como toda bolha, o excesso faz com que ela estoure. E pode ser qualquer tipo de bolha. O círculo sempre se fecha, a bolha sempre estoura e a realidade vem mostrar a cara de maneira implacável. É um círculo perfeito e que assim que ele se completa, voltamos a cometer os mesmos erros. Isso acontece com qualquer coisa. Com a bolsa e a crise econômica. Com o valor dos imóveis em SP e no Rio. As práticas vão inflando a bolha, assim que ela estoura, a crise se instaura, a reavaliação do comportamento passado implica num futuro mais conservador e medroso. Até alguém dar o primeiro passo ousado novamente.

O problema de sair de uma bolha é comparar um momento fora da curva com a realidade dura. É dificil voltar a agir de maneira racional. O medo impera e a dúvida do “E se…” completa o cenário e mostra como somos totalmente inaptos para avaliar os erros do passado. Bolhas são feitas para estourarem. É isso que nos faz tomar as estradas certas. Independente da guerra que teremos que lutar. A bolha estourou e nosso objetivo é sair dessa situação. E essa ânsia de mudar o cenário atual e voltar aos velhos tempos da bolha é que nos faz repetir erros e querer reviver aquele momento da bolha pelo menos uma vez mais. Como um viciado que busca só mais uma dose e que nunca vai ser igual à aquela primeira.

Bolhas são encantadoras por princípio. Elas mostram resultados que inflam nosso ego. Elas nos fazem acreditar que somos tudo aquilo. E que aquilo nunca vai acabar. Mas acaba. Sempre acaba. A duração do ciclo varia.

Não consigo escrever sobre isso e não pensar no título de uma das melhores músicas dos Beatles: Happiness Is A Warm Gun.

No filme que ganhou o Oscar de melhor documentário esse ano, “Inside Job”, é visível o efeito que o “ninguém pode me derrubar” pode causar. Acaba sendo bem perto do que vimos em “Wall Street”. Gecko é o clichê.
Em “Playing the Future”, Douglas Rushkoff compara o pregão da Bolsa de Valores ao mar e surfistas. Você tem que entender o ciclo e saber a hora de entrar e sair. Como eu não entendo nada de Bolsa mas do mar eu entendo um pouco, a comparação me fez total sentido na época que li o livro. Mas esses ciclos acontecem em tudo na vida. Pensar que seria diferente em qualquer coisa é inocência.
O difícil é perceber que a bolha não é o cenário perfeito mas sim um cenário utópico, irreal e que tem um ciclo de vida curto e nada sustentável. Sempre imaginamos que uma vez na bolha, conseguiremos provar que a última crise foi um acaso e que dessa vez será diferente. Que o cenário mudou e que estamos mais maduros. Mas no final, não é isso. Nós queremos a bolha. Porque é durante esse período que nos sentimos invencíveis, o mundo exterior é visto de cima e isso alimenta a nossa vontade de testar até onde conseguiremos ir e fugir do momento em que a bolha estoure. Novamente.
No fundo é tentar se mostrar como um daqueles mágicos que furam bolhas de sabão sem as estourar. É a eterna vontade de mostrar que temos total controle até das coisas que não temos como controlar e que somos vítimas das nossas imperfeições e do nosso ego.

Minha última tradução para o TED: Sam Richards – uma experiência radical em empatia

June 28, 2011  |  Cultura  |  1 Comment

Lugar de jaleco é no hospital

May 17, 2011  |  Bizarro  |  3 Comments

Não é de hoje que eu vejo isso acontecer mas isso me incomoda tanto que resolvi escrever um post a respeito. Eu trabalho perto de vários hospitais e já trabalhei em outros locais também próximo de hospitais e sempre vejo a mesma coisa acontecendo: médicos entrando e saindo do hospital de jaleco. E não é só isso. Nos restaurantes das redondezas a quantidade de pessoas de jaleco é um absurdo.
Porque é um absurdo? Eu, que não entendo nada de biologia, medicina, etc a não ser o que vejo no House, CSI e Grey’s Anatomy (é. eu assisto sim) analiso da seguinte maneira simplista:

Hospital – local que deve estar sempre limpo para reduzir a possibilidade de seus pacientes pegarem alguma outra doença e agravarem a que foram tratar quando deram entrada no hospital.

O Jaleco, me parece ser um excelente veículo de germes, bactérias e etc do mundo exterior para dentro do ambiente hospitalar. Se o médico pega o ônibus de jaleco, entra no hospital com essa roupa, sai na hora do almoço e vai a um restaurante, almoça de jaleco, volta para o hospital sempre com a mesma roupa, que garantia temos de que ele não está carregando algo que possa contaminar quem está no hospital ou alguma bactéria hospitalar ser levada para os ambientes que esse médico frequenta de jaleco. Guardado as devidas proporções é quase como um médico não lavar a mão antes de fazer um procedimento qualquer ou após ir ao banheiro.

E aí eu pergunto. Jaleco é troféu de médico? É alguma ânsia por status. Nossa, ele é doutor fulano de tal? Acho lamentável esse tipo de prática. E acho que tanto os médicos como os professores nas universidades de medicina deveriam condenar tal prática e não usar o jaleco fora do ambiente hospitalar (seja uma faculdade ou um hospital).
E não, eu não acredito nessa história de

O dia a dia é tão corrido que esqueço de tirar. As vezes nem almoço. E tem o plantão também que faz com que eu fique 24 horas no hospital e não tem como sair normal trabalhando assim

Sério. Seria simples se fosse como crachá que várias pessoas esquecem realmente de tirar. Mas descer do ónibus já de jaleco é o cúmulo.

Respeito muito a profissão de médico (e todas outras relacionadas a saúde). Acho louvável estudar tanto tempo, trabalhar tanto em prol dos outros e tal mas isso não dá carta branca para fazerem algo que depõe contra a profissão que eles, os médicos, optaram por seguir. Afinal de contas, a função dos médicos é de nos tratar de doenças e não de trazer outras para nós.

Então o lance é o seguinte. Se você encontrar algum médico de jaleco em um restaurante ou outro ambiente que não seja hospitalar, fale numa boa com o cara. Afinal de contas, lugar de jaleco é no hospital.

A sensacional palestra do Deb Roy no TED2011

March 31, 2011  |  Mí­dia, Redes Sociais  |  No Comments

Acho que essa é uma das apresentações mais sensacionais que já vi no TED. Tanto pelas informações quanto pelo aspecto emocional. Acho que todo mundo que tem filho deve ficar emocionado ao ver isso. É por essas e outras que gostaria muito de ir no TED e que me orgulho muito de ser um dos tradutores.

A ditadura imposta pelas empresas (ou quero mais guardanapos)

March 4, 2011  |  Bizarro, Rotina  |  1 Comment

É estranho. Sério. Cada vez mais eu vejo as empresas tomando as decisões por nós. Você lembra quando ia em um McDonalds e pegava os seus guardanapos, canudos e comia o seu lanche? Quantas grandes redes de fast-food permitem isso hoje? Acredito que são poucas. Antigamente no Spoleto você usava o quanto quisesse de queijo ralado e hoje você recebe um pacotinho.

E quando você pede por mais guardanapo e tem que lidar com a má vontade dos atendentes em te dar mais? Ao questionar sobre o porque dessa decisão de limitar o seu uso desses acessórios (se é que pode-se chamar desse jeito), o mais normal é ouvir que é uma preocupação da empresa com o meio-ambiente ou então ter que ouvir discursos de que após estudos notamos que o uso médio era esse e que havia muito desperdício.

Fico pensando em como foi feito esse estudo. Você concorda que ao colocar um guardanapo no lixo ele, automaticamente, fica sujo e invalida qualquer pesquisa feita com esse material? Pois é.

As empresas têm tomado decisões que reduzem o impacto no bolso delas mas essa economia nunca é repassada para nós. Ou você lembra de alguma marca que tenha baixado o preço dos produtos porque estava distribuindo menos guardanapos?
Ah! também tem aquele discurso da higiene. Agora os guardanapos são embalados e não são manuseados por outras pessoas. Bonito. Mas isso justifica porque você tem que comer um sanduíche com 2 hamburgueres, alface, queijo e molho especial com um guardanapo apenas? Sem contar que alguns dos locais ainda tem a cara de pau de colocar os talheres enrolados no mesmo guardanapo que você deve usar. Lamentável.

Quer saber? Eu sempre peço mais guardanapos. E quando recebo apenas mais um eu peço outro ou peço para eu mesmo pegar o quanto eu quero. Por que nessa hora, as atendentes são instruídas a pegar o guardanapo para nós e não nos deixar pegar o quanto quisermos.

Transfira essa mentalidade para outras maneiras de salvar o meio ambiente como transporte, uso de combustível e como produzem seus produtos que talvez eu acredite.

Esse discurso estranho de dizer que quer salvar o mundo quando na verdade está querendo é reduzir os custos não convence. É a mesma coisa quando os mesmos bancos e empresas que mandam malas diretas super elaboradas dizem que pararam de te mandar a conta detalhada por que se preocupam com o meio-ambiente. Você sempre pode acessar pela internet. Claro que você esquece, né? E, se precisar, você imprime em casa e eles continuam economizando. A casa nunca perde.
Sem contar essa postura ditatorial de determinar o quanto eu tenho que consumir para salvar o ambiente. Se a pessoa recicla seu lixo, procura economizar energia, usa transporte público mas mesmo assim, para essas empresas, ela não tem capacidade de se controlar e usar apenas os guardanapos que necessita. Uma pena.

E o pior é que nos acostumamos a ouvir esse tipo de ladainha e não questionarmos mais. Esse é o drama. Talvez alguma das empresas citadas aqui resolva responder a esse post tentando se defender mas infelizmente o que pode acontecer é que o discurso se repetirá e o comportamento continuará.

Enfim, sei que hashtags não vão salvar o mundo (post brilhante do Tiago Doria) mas eu precisava desabafar.Então aqui vai o meu apelo: Peça mais guardanapo. Sempre.

Criatividade: seu cérebro durante a improvisação

February 22, 2011  |  Rotina  |  No Comments

Branding doesn’t work! So Now What?

December 7, 2010  |  Rotina  |  No Comments

Já que o embed dessa palestra do Douglas Rushkoff é um lixo, vou colocar apenas o link para que você possa assistir em outro local para não estragar todo o layout aqui do É isso, ok?

Branding doesn’t work! Son Now What?

Tempo longe das telas

September 16, 2010  |  Bizarro, Tecnologia  |  3 Comments

foto de JC

Ontem, depois de colocar meu filho para dormir, eu peguei 2 livros do William Gibson para passar os olhos (Pattern Recognition
e Spook Country e relembrar uns trechos antes de continuar a leitura do último livro dele,Zero History, e que eu comprei para ler no Kindle do iPad. Fiquei imerso naquele universo, nem notei o tempo passar e fui dormir as 2 da manhã. Beleza, agora eu já posso mergulhar na nova trama com algumas coisas mais frescas na cabeça. Mas o que mais me chamou a atenção no que acabei de relatar é que eu não liguei nenhuma tela ontem a noite. A TV ficou desligada, o computador idem e, durante esse período, eu não encostei no iPhone ou no iPad. E aí eu fiquei pensando em quantas horas nós passamos na frente de uma tela por dia. Em média você tem alguma idéia? Quando eu fui fazer um cálculo bem superficial da minha rotina, notei que estou constantemente olhando para uma tela.

  • Acordo, leio o jornal, tomo café.
  • Vou para o trabalho e fico na frente do computador pelo menos 8 horas e intercalo com olhadas no iPhone quando estou longe do computador.
  • Saio do trabalho e vou para casa. Brinco com meu filho e sempre acabo ligando o computador (para ele ver o site do Thomas & Friends, para falar com os avós dele, etc) ou ligando a TV e muitas vezes, acabo ligando os dois e deixando-os ligados.
  • Janto, muitas vezes com a TV ligada e continuo vendo filmes ou séries depois do jantar e outras vezes ainda ligo o computador para ver como estão as coisas no moovee.me antes de dormir.

Quando notei que a minha rotina girava quase totalmente em torno de telas me assustei. E o mais estranho foi que isso não me pareceu contra a natureza. Me pareceu normal. Lembrei daquele filme No Impact Man em que um homem para de consumir tudo que tenha impacto ambiental por um ano. O filme é ruim mas o desafio é interessante. Será que rola fazer algo semelhante com telas. Não consumir nada que seja exibido em uma tela? Apenas jornais, revistas e rádio? É um desafio interessante. Não acho que eu não conseguiria fazer algo assim por muito tempo. Primeiro que boa parte da minha vida profissional gira em torno da internet, segundo que sou viciado em filmes e séries e terceiro que sou viciado em tecnologia. Mas acho que conseguiria ficar um tempo totalmente isolado de telas e usando apenas livros, cadernos e música.

Vou tentar ficar longe de todas as telas por alguns dias e ficar realmente off. Acho que será interessante. Mas enquanto eu não consigo fazer isso, vou tentar diminuir o tempo que fico em frente a uma tela e ver o que acontece. Provavelmente não vai acontecer nada demais mas é possível que eu comece a notar outras coisas no mundo.

E você, quanto tempo fica em frente a uma tela?