Se você me segue pelo Twitter, com certeza você já sabe que eu e o Thiago Campezzi lançamos o moovee.me, um site/rede social de reviews de filmes em até 140 caracteres. Hoje ele faz um mês de idade e nesse tempo, nós fomos surpreendidos por tudo o que aconteceu. Um monte de gente acessou, quase 40 mil reviews foram feitos e uma porção de coisas tiveram que ser implementadas antes do previsto por causa do tráfego inesperado.
O objetivo desse post é contar um pouco dos bastidores do desenvolvimento e alguns de quando o site foi efetivamente lançado. Há mais informações no post que fiz no Brainstorm#9
A idéia
Tudo começou quando eu e Thiago estávamos tentando pensar em uma idéia para um aplicativo de iPhone. Era algo que ele queria fazer e eu também estava interessado em desenvolver algo que realmente fosse me ajudar na minha rotina. Algo que eu realmente gostaria de usar. Pensamos em várias coisas mas nenhuma nos encantava até que vendo como as pessoas usam o Twitter, nós percebemos que várias pessoas comentavam os filmes que assistiam e notamos que esse seria um app que nós usaríamos justamente para fazer isso. Ao começarmos a detalhar como seria esse aplicativo, vimos que seria necessário um serviço online muito estruturado para que o ele funcionasse. Paramos e resolvemos mudar a ordem. Ao invés de começar pelo app, começamos pelo serviço online para depois fazer uma versão para iPhone.
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Bem interessante essa palestra do Elan Lee da 42 Entertainment no TedX de Seattle. O tema é a evolução do storytelling.
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Mais lenha na fogueira da carreira Analista/especialista de mídias sociais. Uma coisa é clara. No formato atual e da maneira que tenho visto o trabalho em redes sociais, muitas pessoas devem procurar outro emprego mesmo.
Ou como eu ouvi numa apresentação que baixei sobre Social Media Marketing no SXSW 2010:
Be a fucking human!
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O Twitter é sensacional. Eu uso bastante as vezes mais como um lurker do que realmente postando freneticamente. Não tenho nem 1.000 seguidores e acho que metade deles são spammers. Como não os sigo tudo bem. Uma coisa que eu fico chocado com o Twitter é como as pessoas usam a ferramenta como se fosse uma arma. Querem agredir as pessoas. As vezes pessoas que nem conhecem.
Quantas vezes você já viu alguém mandar tweets para uma pessoa apenas para comunicar que está falando mal dela? Claro que não estou falando de amigos brincando entre eles. Esse tipo de implicância é normal e acontece muito offline também.
Mas os tweets geralmente são assim:
“A @pessoaquequeroagredir é muita escrota. Nem sabe jogar GuitarHero”
Ok. O exemplo foi bizarro mas acho que você entendeu o que quero dizer. Porque você vai citar o perfil daquela pessoa no Twitter se a intenção do seu tweet é simplesmente agredi-la? Sério. Isso é um absurdo. Você faz isso ao vivo? Se encontrasse essa pessoa numa festa iria falar “você é muita escrota porque não sabe jogar GuitarHero” ?
Provavelmente não. Falta coragem, sobra medo. Ou até mesmo você não foi educado dessa maneira.
Porque fazer online então? É para a pessoa saber que você está a sacaneando? Isso é de uma crueldade ímpar. Além de ser totalmente desnecessário.
Agora imagine uma celebridade ou uma web celebridade com zilhões de followers, muitos querendo a sua atenção ou apenas uma resposta. A celebridade não responde e começa a sofrer com a raiva das pessoas que não entendem que há centenas de pessoas também querendo a atenção dessa celebridade. Imagine quantas agressões essas celebridades devem receber de graça sem nem saber quem são os agressores.
Uma coisa é seguirmos a netiqueta (nossa esse termo é velho) do Twitter a outra é sermos mal educados por conta dessa netiqueta.
Exigimos que a Xuxa escreva do nosso jeitinho e não do dela mas não exigimos que o Nizan escreva do nosso jeitinho. Na real, achamos até engraçado, criamos perfis tradutores dos tweets dele e tal. Qual a diferença entre os dois?
Nós reclamamos tanto de Trolls em comentários de blogs, fóruns e etc que esquecemos que as vezes nós somos os Trolls ao mandarmos um hate-tweet apenas de sacanagem. É a mesma coisa que entrar no perfil do Orkut de uma Geysa, de uma Katilce ou de uma garota que teve fotos ou vídeos íntimos publicados por um Ex-namorado apenas para agredi-las. É muito cruel isso.
Esse post é simplesmente uma constatação de algumas atitudes que vi acontecendo no twitter desde que entrei. E que provavelmente vão continuar e piorar durante o BBB10. Esse post da MaWá já mostra o tipo de crescimento que está acontecendo com o perfil dessas pessoas no Twitter agora antes mesmo do início do programa. Imagina quando a personalidade dos participantes começar a se desenhar na casa o que as pessoas não vão mandar no Twitter sempre copiando as pessoas citadas.
Mas lembrem-se que o fato de uma pessoa ter aparecido na mídia não as torna uma marca. Elas continuam sendo pessoas normais e não celebridades que vivem da sua exposição.
Se você for consumidor de uma marca e ela estiver no Twitter, acho que vale a pena citá-la para tentar entrar em contato tanto para reclamar quanto para elogiar. Isso mostra como esta marca lida com seu público e pode ser que a mesma use esse tweet para melhorar seu serviço. Mas o que você ganharia ao fazer isso com uma pessoa? Apenas uma satisfação sádica, imagino.
Enfim, é apenas um desabafo contra a crueldade que várias pessoas fazem (as vezes sem notar) diariamente no Twitter. Antes de apertar o botão “update” pense um pouco em quem está copiado neste tweet e porque. A boa educação agradece.
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Esse último livro do Rushkoff (Life Inc) é bem interessante. Recomendo. Para divulgá-lo ele tem feito esse podcast com alguns dos trechos abordados.
Claro que isso é apenas uma desculpa para eu testar um novo player de vídeos.
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Essa semana peguei o livro Cultura da Convergência(em Inglês e em português) para reler uns trechos e resolvi procurar vídeos do autor do livro, Henry Jenkins. Achei o vídeo acima em que o professor Jenkins dá uma palestra para funcionários do Google em 2007.
O vídeo é longo mas vale a pena ver. Tanto para quem leu o livro quanto para quem não leu.
Já o vídeo abaixo tem uma entrevista mais atual com o professsor Jenkins. É mais curta e com um conteúdo bem interessante também.
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Na boa, vocês já viram o canal de video do Beck no Vimeo? É sensacional. Além de colocar várias versões acústicas de músicas dele, ele ainda tem colocado suas versões para as músicas do clássico “Velvet Underground & Nico” ou o disco da banana.
Além do play no vídeo acima que é Gamma Ray acústica, aconselho a visita nos vídeos do cara. E que ele não para de atualizar. Fui olhar agora para pegar o embed do vídeo acima e vi que ele já tinha postado mais alguns.
Embora o Dudup ache que Vimeo quase necessita de uma lei Rouanet para ter vídeos lá, eu sou completamente fã dessa ferramenta e de boa parte dos vídeos que vão parar lá.
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Aqui vai uma pequena pesquisa sobre comunicação 2.0. Entenda essa comunicação como algo que envolve redes/mídias sociais, engajamento e o relacionamento entre publicidade, consumidor e marcas.
Essa pesquisa é algo que estou fazendo para a iChimps e que compartilharemos o resultado final depois. Provavelmente no blog da iChimps.
Aqui vai o texto que eu enviei pelo Twitter também:
Tem um tempinho? então responda a essa pequena pesquisa sobre Comunicação 2.0 (mídias sociais, engajamento) : http://tinyurl.com/krmnga
Muito obrigado pela ajuda.
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Um bom post da Raquel Costa no Update or Die me levou para essa entrevista do Henry Jenkins no programa Milênio da GNT. A entrevista é meio antiga, tem uns 3 meses mas vale a pena ver para se ter idéia do que é o livro Cultura da Convergência. Eu realmente recomendo a leitura para todo mundo que trabalha com comunicação hoje. É fundamental.
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Genial. Simplesmente, genial. Deu até vontade de ver Twin Peaks novamente.
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