iPad e a mídia

February 8, 2010  |  Apple, Mí­dia  |  No Comments  | 


Será que o melhor aplicativo de veículo será aquele com a melhor integração de CMS entre a versão offline e a versão para o iPad?


Muito já foi dito sobre o iPad. Alguns dizem que é revolucionário outros dizem que é um iPhone grande e os mais sensatos dizem que só saberemos quando os programadores tiverem a chance de usá-lo ao programar algo para ele. Ok. Tudo isso faz sentido. Todas as opiniões são baseadas apenas no que a Apple disponibilizou para nós. E sabemos que, geralmente, o que a Apple fala de seus produtos são discursos um pouco viciados. Mas não vou falar disso.
Se vai ser revolucionário ou não só saberemos mais tarde mesmo. Quando os veículos começarem a fazer seus apps é que saberemos se o iPad será ou não a revolução/tábua de salvação para jornais, revistas e livros. De qualquer forma para isso acontecer eles terão que se reinventar e abraçar cada vez mais o conteúdo multimídia.
No dia da apresentação do iPad, vimos o aplicativo do New York Times. Parece bastante interessante e promissor mas fico pensando no dia a dia disso. As atualizações aconteceriam como? Por download da parte acessada? Se sim, o que diferenciaria isso de um webapp? Se for assim o 3G seria fundamental. Agora, se cada dia você puder baixar o seu jornal em casa com a possibilidade de ter todos os arquivos multimedia nele isso é ótimo para o usuário mas o que seria para as empresas produzirem esse conteúdo por dia? Digo, é como se preparar para uma tarefa dessas? A redação dos jornais devem ter uma equipe de jornalistas, outra para atualizar o site e outra para preparar o conteúdo do app do iPad? Imagino que exista algum modelo de otimizar isso.
Se tomarmos como base o aplicativo do NYT que procura emular a experiência e diagramação do jornal com a diferença do conteúdo multimídia (videos, slideshows,e audios, etc), a linha de montagem teria que ser bem alinhada. A última versão do layout do jornal seria a última versão do que iria para o aplicativo. Complicado, né?

E com isso, cada veículo teria o seu aplicativo. Provavelmente gratuito mas que cobraria pelo conteúdo/assinatura. O que faz todo sentido.

Pelo Twitter, comentei com o Michel Lent, essa necessidade de um app por veículo e ele comentou que isso já acontece com aplicativos de rádios online mas que ele via que se o segmento de periódicos (revistas e jornais) vingasse a Apple poderia fazer um iMagazines como fez o iBooks, loja que segue o modelo da iTunes Store. Também faz sentido.

Continuei buscando mais informações sobre a produção de conteúdo dos veículos e vi que no Influx, Ed Cotton acha que provavelmente não teremos experiências como as propostas pela Sports Illustrated mas sim as mais próximas do aplicativo da GQ feita para iPhone/ipod Touch. Leia mais

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Palestra de Henry Jenkins no Google

July 30, 2009  |  Cultura, Internet, Mí­dia  |  No Comments  | 

Essa semana peguei o livro Cultura da Convergência(em Inglês e em português) para reler uns trechos e resolvi procurar vídeos do autor do livro, Henry Jenkins. Achei o vídeo acima em que o professor Jenkins dá uma palestra para funcionários do Google em 2007.

O vídeo é longo mas vale a pena ver. Tanto para quem leu o livro quanto para quem não leu.
Já o vídeo abaixo tem uma entrevista mais atual com o professsor Jenkins. É mais curta e com um conteúdo bem interessante também.

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Pesquisa sobre Comunicação 2.0

June 29, 2009  |  Internet, Mí­dia, Tecnologia, Web2.0  |  No Comments  | 

Aqui vai uma pequena pesquisa sobre comunicação 2.0. Entenda essa comunicação como algo que envolve redes/mídias sociais, engajamento e o relacionamento entre publicidade, consumidor e marcas.

Essa pesquisa é algo que estou fazendo para a iChimps e que compartilharemos o resultado final depois. Provavelmente no blog da iChimps.

Aqui vai o texto que eu enviei pelo Twitter também:

Tem um tempinho? então responda a essa pequena pesquisa sobre Comunicação 2.0 (mídias sociais, engajamento) : http://tinyurl.com/krmnga

Muito obrigado pela ajuda.

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Blogueiros, ex-BBBs e a relevância

December 17, 2008  |  Bizarro, Internet, Mí­dia, Web2.0  |  1 Comment  | 

Hoje a Franfran postou no twitter

A única coisa que se faz é tratar blogs como imprensa comum. só muda o veículo. só se embala o approach em um pacote mais bonitinho.

Logo depois começamos a conversar sobre isso no MSN. Segue o papo sem correções, ajustes ou pontuação. Quem entender, entendeu:

Eu: o approach é o mesmo que há com a mídia. A diferença é que blogueiros não estavam acostuamdos aos mimos

Franfran: é, mas isso vai mudar fácil
eu ainda não consigo pensar em um jeito de usar isso melhor, mas sei que tem que existir

Eu: eu tb não sei o melhor approach

Franfran: senão fica uma coisa meio burra até… produto em blog era legal porque era espontâneo…. agora já está perdendo a credibilidade. é interrupção, é propaganda no lugar mais errado, melhor botar banner afinal o.O

Eu: alias, tem maneira sim. sem jabá apenas com conteudo

Franfran: faz sentido

Eu: deixa as coisas claras e não parece estar comprando o cara
mas o cara pode interpretar qq coisa como jaba
convite para testar um carro, para uma pre-estreia e por aí vai
mesmo que o conteúdo dependa dessa experiência

Franfran: mas é uma coisa que eu ando me questionando
ultimamente, mais como blogueira do que mídiasocialzeira
até pré-estréias e eventos, mesmo sendo experiências e não exigindo posts, já está ficando irritante. Porque daí é imprensa normal, isso que quero dizer
cabine de imprensa. é um jeito antigo de fazer algo novo

Eu: se o conteudo depender disso, é o jeito
cinema amplifica a experiencia. Mas blogs são imprensa normal. A unica diferença é que são formados por não-jornalistas. Só vai tirar a legitimidade das opiniões dos blogs quando isso interferir no conteúdo

Franfran: tou só questionando, porque ach oque essa é a melhor forma agora de fazer isso… mas pra mim está tirando a coisa mais legítima de blogs
conteúdo original, não pasteurizado
Essa semana, nos “blogs famosos” a gente só leu LG na Moda e evento da Samsung. E toda semana tá assim…é quase que ir na banca e ver o Paulo Coelho na capa de todas as revistas

Eu: sim mas é relevante? digo, os blogs que falaram tinham alguma coisa a ver com conteúdo/produto ou foram apenas para marcar presença?sem relevancia, vira Caras. Com relevancia e mantendo a personalidade dos blogueiros e blogs faz sentido. O problema é que quem convidou tratou como se fosse lista de celebridades e foda-se se eles são relevantes para aquele assunto. O blogueiro so topou e foi pelo boca livre como qualquer ex-BBB.

O que eu noto é que falta um pouco de critério das agências que têm feito ações com blogueiros. A impressão que tenho é que o PR se tornou mais importante que a relevância do assunto/produto com blogs. Mas tem o outro lado também. Se os blogueiros não se protegem desse tipo de approach, acabam sendo coniventes com uma possível falta de credibilidade dos blogs no futuro.

A pergunta que não quer calar é: Será que se o evento não fosse boca-livre, se brindes não fossem distribuídos a relevância do assunto/produto seria lembrada e a oferta negada?

Espero que o James esteja errado.

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A rotina invasiva dos jornais

December 7, 2008  |  Mí­dia  |  No Comments  | 

Eu odeio quando o jornal que eu recebo de manhã está envelopado, com uma cinta ou até mesmo com aquela sobrecapa parcial (é esse o nome?) que as montadoras adoram colocar os seus saldões de fim de ano. Hoje peguei o jornal e tinha algo da C&A envelopando a Folha de S.Paulo e uma sobrecapa de um saldão. Ontem tinha uma cinta de algum shopping e provavelmente também tinha uma segunda capa de montadora.

Ontem recebi um exemplar da Época de graça aqui em casa. Não entendi nada e já estava achando que o cartão de crédito havia vendido/alugado/emprestado os meus dados para essa ação. Achei difícil de ser isso e fiquei pensando como eles conseguiram o meu endereço. Hoje, ao meio dia, notei que, havia um informativo na sobrecapa da Época que ganhei. Era uma ação da Caixa para as pessoas que tinham feito algum consórcio com eles e que agoa estavam vendendo um seguro ou algo do gênero.

Lembra quando o grande diferencial da TV a cabo era não ter tantos anúncios? Infelizmente esse diferencial não durou muito tempo. Se os jornais fizessem algo assim para os seus assinantes, o que será que aconteceria? Como eles venderiam a sua atenção às suas matérias e opiniões.

Se pararmos para pensar, os jornais gratuitos(Metro e Destak) fazem exatamente isso. Compram a nossa atenção com notícias gratuitas e por isso nos entopem de anúncios. Enfim, a discussão é longa e agora chega.

O ponto desse post? Simples se você é publicitário, não tente empurrar esses formatos invasivos para o seu cliente. É um desfavor tanto para ele quanto para os leitores/assinantes do jornal. Se você é do departamento comercial e tem que vender esse formato, pense melhor e tente empurrar outra coisa mais criativa para impactar os eu público alvo. Não é possível que só existam esses formatos do século passado nos jornais. Sério.

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NIN, Year Zero, Cannes

June 18, 2008  |  Cultura, Internet, Mí­dia  |  No Comments  | 

O excelente ARG do Nine Inch Nails, que eu já tinha escrito a respeito aqui, se deu bem em Cannes2008 e isso me fez descobrir o site montado para a apresentação do case.

Em breve, estará disponível também a prancha do case no site de Cannes e é legal ver como eles se venderam no festival e como isso funcionou hiper bem.

Inovar é bom. Acreditar no seu público também mas tenho certeza de que em alguns momentos a organização do ARG deu uns empurrões para que o jogo fosse para a próxima fase.

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Os criativos novos cartões de negócios

June 17, 2008  |  Mí­dia, Trabalho  |  1 Comment  | 

Eu sei que a notícia é antiga. Eu sei que um zilhão de blogs já devem ter escrito sobre isso mas depois de ver no site Computer Love que levava para um post no Fubiz e que enfim apontava para um grupo no flickr, resolvi escrever.

Muita gente acha que ñão há nada mais sem graça do que cartões de negócios. Se pensarmos em empresas antigas e que se preocupam apenas com a tradição ou até mesmo profissões como advogado, médico e etc, realmente as coisas ficam sem graça mas isso não quer dizer que outras profissões devam seguir essa mesma caretice.

Os exemplos abaixo são alguns que explicam tudo apenas com o visual. Aconselho clicar nos links acima e ter uma noção de como um cartão pode passar toda a mensagem rapidamente.

Há um tempo, eu recebi o cartão do Andre da Agência de Guerrilha Torke e o cartão dele era um pedaço de papel que parecia ter sido rasgado de uma caixa de papelão com todas as informações da sua agência.

O posicionamento da sua empresa deve ser coeerente e aparecer em todos os pontos da sua comunicação. Agora alguns exemplos:

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Ilustrada – Duas notícias curiosas

August 9, 2007  |  Mí­dia  |  No Comments  | 

Hoje ao ler a Ilustrada da Folha de SP, dei de cara com duas notícias que me chamaram a atenção. Uma cuja chamada era focada totalmente na polêmica e outra que de tão óbvia me chegou a deixar perplexo, tratando-se de uma empresa de comunicação.

Vamos lá, a primeira notícia, com chamada de capa e tudo:

Último CD de Sandy & Junior é tão bom quanto Coldplay

Matéria do Thiago Ney pronta para causar desconforto, polêmica e debates tanto na internet quanto fora dela. Já estou prevendo um dia de debates nas listas de discussão de música. O filhote de Lucio Ribeiro parece ter finalmente conseguido. Juntar Sandy & Junior e Coldplay numa mesma frase vai enfurecer os indies. Bem feito. Em tempo, essa frase para mim só confirma uma coisa que eu já achava. Como não gosto de Coldplay, tanto faz, né?

Já a outra notícia que me chamou a atenção foi na coluna do Daniel Castro: Leia mais

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Aronofsky Vs Meth

April 17, 2007  |  Mí­dia  |  No Comments  | 

Impressionante.

A campanha contra o uso de Meth no estado de Montana nos EUA é bastante forte. O slogan é diferente da campanha  “Just Say No” das décadas de 80-90. Muito mais agressivo, o slogan é: “Not Even Once”. E eles não medem esforços para reverter o quadro desesperador causado pela droga. Segundo estatísticas 65% dos jovens de Montana dizem que é fácil arrumar Meth, 50% dos presos de Montana estão lá por conta de envolvimento com Meth e por aí vai.
Atualmente, o Montana Meth Project é o maior anunciante deste estado com absurdos 70-90% de exposição ao público jovem.
A campanha já teve algumas abordagens. Uma focada nos usuários outra no início do vício e a última, a mais impactante de todas, feita por Darren Aronofsky, diretor de Réquiem Para um Sonho focada totalmente nos amigos e familiares dos viciados.
Narração em off e imagens completamente diferentes do que está sendo dito. O estilo de edição é frenético e desconcertante.
Segundo o Pedro Einloft que me indicou esses vídeos:

Completamente perturbador. Ao mesmo tempo, genial.
Assista. Todos. Sem exceção.

Eu só posso concordar. E esperar para tentar ver o documentário, que deve ir ao ar na HBO nos EUA,  online.

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ReviewMe?

November 21, 2006  |  Internet, Mí­dia  |  1 Comment  | 

Fiquei sabendo dessa pelo logger, o ReviewMe está fazendo uma campanha para mostrar que a sua mecânica funciona e que existem blogueiros com representatividade que desejam ser remunerados para fazer o que já gostam.
O que eles estão fazendo é simples. Estão comprando o cadastro de blogueiros do mundo inteiro e assim organizando um banco de dados com os que já estariam pré-dispostos a fazer reviews de produtos. Tudo isso por módicos US$25 mil.
O que a Bzz Agent faz de graça (dando brindes que a maior parte das pessoas não resgata) e foi crescendo aos poucos estimulando principalmente o boca a boca offline, o ReviewMe optou por fazer online e pago.
Olhando o FAQ percebe-se que eles entendem o potencial dos blogs e o dano que podem fazer para qualquer marca (inclusive a deles), Dividido em 2 áreas anunciantes e blogueiros, as dúvidas mais comuns estão lá. A que me chamou a atenção foi essa aqui para os anunciantes:

Can I require a positive review?
We do not allow advertisers to require a positive review. The vast majority of reviews are measuredly positive, although many do contain constructive criticism. We view this as a bonus: how else can you quickly and cheaply get feedback on a product or service from influencers?

Ou seja, até as críticas são vendidas de forma positiva.
Resolvi testar tudo e cadastrar um outro blog recém criado para ver se havia algum filtro. E havia. Não aceitaram o cadastro. Gostei, dessa forma eles continuam com um universo de blogs que são reais, com PageRank relevante e potencial viral alto também.

O argumento de venda para os anunciantes é comum: “Pessoas ignoram propaganda”, “o processo de criação, protótipo e levar ao mercado para conseguir feedback é caro e lento, podemos simplificar e agilizar” e por aí vai. Nenhuma novidade. Agora, o que é interessante é que além de pedirem para o blogueiro escrever no seu idioma local, ainda tem essa parte aqui:

Connecting with many bloggers who would be interested in talking about or reviewing your products and services could take a long time. Worse yet, even requesting a review from some of the wrong bloggers might inspire them to call you a spammer of some sort.
By letting the authors choose you they are more inclined to give a deep, receptive, and insightful review. The ReviewMe network means that you are not stuck trying to track down 100 different bloggers.

Isso me lembra de campanhas que usaram os blogs para aumentar o buzz. A do Copo Vermelho abriu o caminho e a do Mysterious Ad repetiu a fórmula indo em blogs que já haviam participado da campanha do Copo.

Mas voltando ao assunto, eu sei que dificilmente serei recrutado para alguma campanha no ReviewMe mas juro que esse teste valeu a pena. Se eu ganhar os US$20 que me prometeram, já está bom. Ah! Os valores vão de US$20 até US$200 e o pagamento é via PayPal.

Se alguém quiser me contratar, o É isso já está cadastrado por lá.

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