Aviso: esse não é um post técnico, ok? é um ponto de vista sem usar o produto.
Esse fim de semana eu estava conversando com a minha mãe sobre o Kindle. Ela está louca para ter um desde o lançamento inicial apenas para os EUA e agora ela está beeeeem mais interessada por conta da versão internacional. Na nossa conversa estávamos debatendo qual seria o perfil ideal para comprar um Kindle.
Ela me parecia um dos mais apropriados. Professora universitária (graduação e mestrado), lê muito e anda com livros para cima e para baixo. O Kindle (ou Nook ou qualquer outro e-reader) seria para ela uma mão na massa. Menos peso. Menos coisas para carregar e acesso rápido à sua biblioteca. Genial.
Mas vejo muita gente querendo o Kindle pelo gadget e não pela real função dele. Vi gente que esse ano não leu nenhum livro e que está louco por um. Na boa, o Kindle não é para você. Assim como iPod para alguém que não gosta de música e filmes é quase inútil.
Ah! mas dá para colocar revistas e blogs nele também. Isso quer dizer que vale a pena então gastar R$900-R$1000 por esse benefício? Honestamente, para esse perfil eu acho que não. Eu gostaria de ter um Kindle mas não leio tanto quanto gostaria. Com um bebê em casa, são raros os momentos em que você tem paz para parar e ler um livro. As vezes não dá para ler o jornal, imagina um livro. Esse ano creio que eu tenha lido uns 10 livros no máximo. Incluindo alguns mais técnicos. É isso mesmo. Em 11 meses eu li 10 livros. A conta, para ter um Kindle não fecha para mim. Mas reforço. Eu continuo querendo ter um.
Mas creio que a Amazon não faz um preço camarada para quem já comprou um livro real e quer comprar na versão para o Kindle. E não são todos os livros que estão disponíveis para o Kindle. Eu fiz uma busca por três dos últimos livros que li: Tribes, Whuffie Factor
e Life Inc.
Desses três, apenas o Tribes tem disponível para o Kindle. E a diferença de preço, se eu quisesse comprar essa versão é de US$2 a menos para a versão Kindle. Ou seja, se comprou o livro normal para ter no formato do Kindle, tem que comprar novamente. O chato é que mesmo que a compra do livro tradicional tenha sido feita na Amazon, o preço é o mesmo para quem nunca comprou.
Isso não é novo. A indústria da música e cinema faz isso a cada novo formato. LP->CD->MP3 e VHS->LaserDisc->DVD->Blu Ray.
Mas a sensação que fica é: “Mas que sacanagem…”
Outra coisa que fiquei pensando é, quando a gente está lendo um livro físico (não-digital) e vemos a quantidade de páginas que temos que superar para terminá-lo aquilo funciona um pouco (pelo menos para mim) como estímulo. Legal, já li 2/3 do livro e por aí vai. No Kindle (e outros) não temos essa sensação. Acho que o máximo que temos é página 372/590. OK é tecnologia e as coisas mudam mas será que no fim não teremos a impressão de estarmos sempre lendo um PDF gigante? O Miguel Cavalcanti que tem um Kindle de repente pode dar a impressão dele.
Como eu não corri atrás de formatos, não vou me meter a comentar. Mas os formatos de todos os players desse mercado (Kindle, Nook, Sony ereader) é o mesmo? Dá para usar um livro do Nook no Kindle ou é como o iPod que não lê WMA? Enfim, muitas coisas para comparar ainda.
Mas se eu comprar um eu faço um review.
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Quando eu li no Twitter do Rushkoff sobre Life Inc em português, eu fiquei feliz. Esse livro, embora eu já o tenha em inglês, possivelmente eu o compraria novamente e até daria para algumas pessoas.
Infelizmente não é o caso. O José Murilo legendou o primeiro vídeo de divulgação do livro que é o capítulo de introdução resumido. É um primeiro passo. De repente alguma editora se empolga e lança aqui no Brasil. Excelente inciativa do José Murilo, que eu não conheço e nem sei se houve algum motivo especial para traduzir o vídeo, mas que fez um ótimo trabalho.
Vale a pena assistir. Se por acaso a legenda em português não aparecer, ela deve aparecer nesse link, ok?
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Em 8 de janeiro de 1995 o Pearl Jam alugou algumas horas de um satélite e transmitiu uma programação com eles tocando músicas ao vivo, fazendo zona no estúdio, dando uma de DJs e tocando as músicas que gostam e que os influenciaram e chamando alguns amigos do Mudhoney, Nirvana, L7 entre outros para participarem.
Nessa época, eles estavam numa fase em que não faziam clipes, estavam brigando com a Ticketmaster nos EUA. Ou seja, estavam meio que ilhados e tentando fazer a divulgação quase no esquema independente. Não fosse o apoio da sua gravadora.
A história pode não ser exatamente assim mas é bem próxima. Deve ter mais coisa na Wikipedia sobre isso.
Agora imaginem o quanto que os caras não gastaram para fazer isso. Hoje está tudo mais fácil. Poderiam fazer um podcast, um programa na CurrentTV (como o Portishead) ou webcast (como o Radiohead). Bem que eles podiam fazer isso novamente hoje, né? Só tocando músicas do Backspacer.
Enfim, esse post foi apenas para disponiblizar para vocês um CD que eu tenho das músicas que eles tocaram nesse dia. O Setlist está abaixo:
Pearl Jam – Self Pollution/Monkey Wrench radio
Spin the Black Circle
Satan’s Bed
Corduroy
Not for You
Immortality
Last Exit
Blood
Tremor Christ
Porch
Indifference
Depois esse CD ainda tem 4 (ou 5) músicas do Mad Season
Lifeless Dead
I Don’t Know Anything/ Artificial Red
November Hotel
Running With The Devil (cover do Van Halen, imagino)
Os arquivos estão todos em 320 kbps e você pode baixa-los aqui (ou aqui para quem não conseguir no primeiro)
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Esse é o tema da apresentação acima e que está no Concurso do Slideshare (se der, vota lá). A fiz toda em inglês para tentar atingir mais gente e por saber que os jurados falam inglês. Tanto o roteiro quanto o visual (chamar de arte é demais…) são meus. Não foi difícil. Usei apenas um fundo diferente para os slides e uma fonte que parece feita a mão. A parte chata foi que essa fonte não tem caracteres de pontuação e por isso tive que fazer umas gambiarras para funcionar. O texto que aparece em alguns slides é do dicionário do Mac OSX. Alguns amigos ajudaram nos ajustes para o inglês pois sempre passa alguma coisa.
Essa história é real. Eu realmente passei por essa situação algumas vezes na vida. Parece coisa de realidade alternativa em que alguém pede algo inovador mas quando é apresentado a algo inovador, fica com medo e pergunta se alguém já testou isso antes para ele ter certeza do sucesso.
Desculpe, mas inovador, novo e etc são palavras que remetem a algo inédito e que não foi feito ainda.
Tudo tem um ônus e um bônus. E para o inovador de verdade, o ônus é o risco de dar errado, de perder tempo e dinheiro. Mas mesmo quando se corre riscos, você ganha alguma coisa. Experiência e o aprendizado são coisas que ninguém pode tirar de você.
Já o bônus é dar certo, ser reconhecido como inovador e visionário. Temos vários cases disso no mundo de pessoas que inovaram e romperam com o status quo. Algumas pararam na primeira vez e acreditaram que era uma fórmula. Outros continuaram inovando, correndo riscos e colhendo lucros e prejuízos com essa postura.
O que acontece é que as pessoas querem deixar sua marca nas empresas, no mercado e acreditam que vão conseguir isso sem nenhuma ruptura. Essa ruptura as vezes vem de maneiras simples porém diferentes, pode ser uma maneira atípica de resolver um problema, pode ser inventando um novo produto ou serviço, mecânica de promoção e etc. Mas pensar novas soluções e executá-las dá trabalho. Como o Derek Silvers disse num post:
Idéias são apenas um multiplicador da execução
Ou seja, uma grande idéia, sem execução não é nada. Então ficar apenas pensando e não executar também é perda de tempo e recursos.
Eu entendo que não são todos que têm esse perfil de inovador. Eu entendo o medo de arriscar. Na real, esse post (e a apresentação acima) foi mais um desabafo.
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Não é possível. MAIS UM filme de vampiros? Isso com certeza terá impacto na cultura pop no futuro assim como Star Wars/Star Trek, Matrix e, atualmente, Harry Potter.
De qualquer maneira, parece ser divertido. Devo assistir.
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[flashvideo file=http://www.youtube.com/watch?v=52smOQzz3Uk /]
Esse último livro do Rushkoff (Life Inc) é bem interessante. Recomendo. Para divulgá-lo ele tem feito esse podcast com alguns dos trechos abordados.
Claro que isso é apenas uma desculpa para eu testar um novo player de vídeos.
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Eu não tenho nada contra o prefeito Kassab. Acho que a lei cidade limpa foi o acerto que fez com que ele fosse (re)eleito. Mas juro que não entendi ele cortar em 20% o orçamento de varrição das ruas da cidade e retirada de entuho. Atribuir isso à crise me parece uma resposta óbvia. Mas pensem comigo, com a Lei estadual contra o fumo em lugares fechados e os fumantes tendo que ir até a rua para fumar, isso quer dizer que teremos mais lixo nas ruas, certo?
Eu não gosto de cigarro. Muito menos da atitude de parte dos fumantes de ignorar as pessoas ao redor ao fumar, de jogar bitucas em qualquer lugar (principalmente na rua) e de se acharem injustiçados pela lei atual.
Essa lei não é perfeita mas já é um começo para tentar impôr educação à essa parte de fumantes mal educados. Só sinto falta da pena para o fumante. Penalizar apenas estabelecimento é de uma miopia ímpar.
Mas enfim, esse post é apenas um desabafo por essa medida, na minha opinião, errada do prefeito. São Paulo está com as ruas cheias de lixo, os fumantes mal educados que citei acima não contribuem, e pior, alguns acham até que jogar cigarro na rua é retaliação à lei.
Bom, chega de bla-bla-bla e depois eu volto para a programção normal do blog: poucas atualizações (é, está uma vergonha) sobre cultura, tecnologia, publicidade e etc.
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Essa semana peguei o livro Cultura da Convergência(em Inglês e em português) para reler uns trechos e resolvi procurar vídeos do autor do livro, Henry Jenkins. Achei o vídeo acima em que o professor Jenkins dá uma palestra para funcionários do Google em 2007.
O vídeo é longo mas vale a pena ver. Tanto para quem leu o livro quanto para quem não leu.
Já o vídeo abaixo tem uma entrevista mais atual com o professsor Jenkins. É mais curta e com um conteúdo bem interessante também.
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Na boa, vocês já viram o canal de video do Beck no Vimeo? É sensacional. Além de colocar várias versões acústicas de músicas dele, ele ainda tem colocado suas versões para as músicas do clássico “Velvet Underground & Nico” ou o disco da banana.
Além do play no vídeo acima que é Gamma Ray acústica, aconselho a visita nos vídeos do cara. E que ele não para de atualizar. Fui olhar agora para pegar o embed do vídeo acima e vi que ele já tinha postado mais alguns.
Embora o Dudup ache que Vimeo quase necessita de uma lei Rouanet para ter vídeos lá, eu sou completamente fã dessa ferramenta e de boa parte dos vídeos que vão parar lá.
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Estava vendo True Blood (que está cada vez mais maluco) e no mesmo dia vi um trailer no YouTube de um filme chamado Daybreakers e depois vi que no festival de terror de SP vai ter o “Deixe Ela Entrar”. Então comecei a pensar porque tem tanta coisa de vampiro hoje em dia? Qual o impacto disso nas próximas gerações (isso baseado num post do Mini sobre um artigo da Esquire que comenta importância do Harry Potter na cultura pop daqui há alguns anos. Mais ou menos como a de Guerra nas Estrelas/Star Wars, foi para essa geração.
Mas voltando aos vampiros, você tem notado que no cinema atual temos tido mais histórias de vampiros do que de zumbis? O que isso quer dizer? Temos filmes e séries para todos os gostos e idades. Vou tentar lembrar de alguns da história recente dos filmes de vampiros:
Underworld – Vampiros X Lobisomens. Hi-tech+genética
30 days of night – Vampiros no ártico
Twilight - Vampiros adolescentes
Deixe ela entrar - Vampira criança
True Blood – vampiros lutando por um lugar na sociedade
Daybreakers – vampiros são maioria na terra. Humanos quase extintos
Sério. Vários desses filmes não são bons mas alguns tiveram impacto na cultura pop e de repente vão fazer uma paródia do estilo “Todo Mundo em Pânico” sobre vampiros ou vão começar a usar elementos desses filmes em piadas nos programas de entrevistas (Letterman, Conan, etc) ou em esquetes do SNL.
E tem vampiro para todo mundo: Twilight fez sucesso com a molecada e já tem sequência prestes a sair. True Blood pega os viciados em séries, os descolados e os que só querem ver peitinho. Fora os amantes de filme de terror mesmo.
E tem os malucos: lembro que uma vez eu li uma teoria que dizia que o Eddie Vedder do Pearl Jam era um vampiro. E o cara comprovava pelas letras do disco Vs. que tem músicas como Blood, Rats e etc. Coisa de maluco mesmo.
Enfim, acho interessante, usando o post do Mini e da Esquire como parâmetro, fica a dúvida: como será que esses vampiros vão reaparecer na cultura pop em alguns anos? Aliás, será que vão reaparecer?
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