Branding doesn’t work! So Now What?

December 7, 2010  |  Rotina  |  No Comments

Já que o embed dessa palestra do Douglas Rushkoff é um lixo, vou colocar apenas o link para que você possa assistir em outro local para não estragar todo o layout aqui do É isso, ok?

Branding doesn’t work! Son Now What?

Tempo longe das telas

September 16, 2010  |  Bizarro, Tecnologia  |  3 Comments

foto de JC

Ontem, depois de colocar meu filho para dormir, eu peguei 2 livros do William Gibson para passar os olhos (Pattern Recognition
e Spook Country e relembrar uns trechos antes de continuar a leitura do último livro dele,Zero History, e que eu comprei para ler no Kindle do iPad. Fiquei imerso naquele universo, nem notei o tempo passar e fui dormir as 2 da manhã. Beleza, agora eu já posso mergulhar na nova trama com algumas coisas mais frescas na cabeça. Mas o que mais me chamou a atenção no que acabei de relatar é que eu não liguei nenhuma tela ontem a noite. A TV ficou desligada, o computador idem e, durante esse período, eu não encostei no iPhone ou no iPad. E aí eu fiquei pensando em quantas horas nós passamos na frente de uma tela por dia. Em média você tem alguma idéia? Quando eu fui fazer um cálculo bem superficial da minha rotina, notei que estou constantemente olhando para uma tela.

  • Acordo, leio o jornal, tomo café.
  • Vou para o trabalho e fico na frente do computador pelo menos 8 horas e intercalo com olhadas no iPhone quando estou longe do computador.
  • Saio do trabalho e vou para casa. Brinco com meu filho e sempre acabo ligando o computador (para ele ver o site do Thomas & Friends, para falar com os avós dele, etc) ou ligando a TV e muitas vezes, acabo ligando os dois e deixando-os ligados.
  • Janto, muitas vezes com a TV ligada e continuo vendo filmes ou séries depois do jantar e outras vezes ainda ligo o computador para ver como estão as coisas no moovee.me antes de dormir.

Quando notei que a minha rotina girava quase totalmente em torno de telas me assustei. E o mais estranho foi que isso não me pareceu contra a natureza. Me pareceu normal. Lembrei daquele filme No Impact Man em que um homem para de consumir tudo que tenha impacto ambiental por um ano. O filme é ruim mas o desafio é interessante. Será que rola fazer algo semelhante com telas. Não consumir nada que seja exibido em uma tela? Apenas jornais, revistas e rádio? É um desafio interessante. Não acho que eu não conseguiria fazer algo assim por muito tempo. Primeiro que boa parte da minha vida profissional gira em torno da internet, segundo que sou viciado em filmes e séries e terceiro que sou viciado em tecnologia. Mas acho que conseguiria ficar um tempo totalmente isolado de telas e usando apenas livros, cadernos e música.

Vou tentar ficar longe de todas as telas por alguns dias e ficar realmente off. Acho que será interessante. Mas enquanto eu não consigo fazer isso, vou tentar diminuir o tempo que fico em frente a uma tela e ver o que acontece. Provavelmente não vai acontecer nada demais mas é possível que eu comece a notar outras coisas no mundo.

E você, quanto tempo fica em frente a uma tela?

Short Stories: Mickey Smith “Dark Side of the Lens”

August 20, 2010  |  Videos  |  No Comments

Bastidores do moovee.me

Se você me segue pelo Twitter, com certeza você já sabe que eu e o Thiago Campezzi lançamos o moovee.me, um site/rede social de reviews de filmes em até 140 caracteres. Hoje ele faz um mês de idade e nesse tempo, nós fomos surpreendidos por tudo o que aconteceu. Um monte de gente acessou, quase 40 mil reviews foram feitos e uma porção de coisas tiveram que ser implementadas antes do previsto por causa do tráfego inesperado.
O objetivo desse post é contar um pouco dos bastidores do desenvolvimento e alguns de quando o site foi efetivamente lançado. Há mais informações no post que fiz no Brainstorm#9

A idéia

Tudo começou quando eu e Thiago estávamos tentando pensar em uma idéia para um aplicativo de iPhone. Era algo que ele queria fazer e eu também estava interessado em desenvolver algo que realmente fosse me ajudar na minha rotina. Algo que eu realmente gostaria de usar. Pensamos em várias coisas mas nenhuma nos encantava até que vendo como as pessoas usam o Twitter, nós percebemos que várias pessoas comentavam os filmes que assistiam e notamos que esse seria um app que nós usaríamos justamente para fazer isso. Ao começarmos a detalhar como seria esse aplicativo, vimos que seria necessário um serviço online muito estruturado para que o ele funcionasse. Paramos e resolvemos mudar a ordem. Ao invés de começar pelo app, começamos pelo serviço online para depois fazer uma versão para iPhone.

Leia mais

Elan Lee – ARG e Storytelling

April 27, 2010  |  Internet  |  No Comments

Bem interessante essa palestra do Elan Lee da 42 Entertainment no TedX de Seattle. O tema é a evolução do storytelling.

Lembranças reais Vs Lembrancinhas de aniversário

April 20, 2010  |  Bizarro  |  1 Comment

Foto de Telemak

Quando eu era moleque no Rio de Janeiro, eu lembro que a métrica para saber se o seu aniversário tinha sido legal eram as lembranças que você e seus amigos tiveram naquele dia. Era legal que muita gente fosse para te prestigiar, que essas pessoas se divertissem e pronto. Era o suficiente. Várias vezes as pessoas nem levavam presente e você ouvia a clássica frase:

Minha mãe não teve tempo de comprar nada mas eu levo para você na segunda feira no colégio

Na real, poucos cumpriam a promessa mas tudo bem, ocasionalmente, era você quem falava essa frase então todos sabiam que a probabilidade era de que você não ganhasse dessa pessoa. Mas, essa pessoa pelo menos foi na festa, se divertiu, tinha histórias para contar e por aí vai.

Corta.

Muitos anos depois, em São Paulo, comecei a ir a festas de criança de filhos de amigos e depois de amigos do meu filho e tive contato com uma deturpação no conceito de lembrança do aniversário. Eram verdadeiros presentes por você ter ido na festa. Ou seja, você (no caso a criança) era presenteado por ir em um aniversário de um amigo.

Peraí. Mas hoje é a festa do seu amigo. Estamos aqui para celebrar o aniversário dele. É ele quem deve ser presenteado.

Eu não sei como começou tudo isso mas acredito que tenha a ver com o aparecimento dos buffets de festas infantis e os imãs de geladeira agradecendo a sua presença na festa. OK. Não é um presente. É realmente uma lembrança e um agradecimento.

Mas aí começa um ciclo vicioso perigoso. O sucesso do aniversário começa a ser medido não pela experiência mas pela lembrancinha dada aos convidados. E o jogo mudou. Pais começam a medir o seu amor pelos filhos pela grana investida na festa de aniversário do seu filho e nisso estão incluídas tanto o buffet infantil escolhido como a(s) lembrancinha(s). Que nesse momento, deixaram de ser apenas um imã de geladeira com um agradecimento e um saquinho de doces e balas.

As lembrancinhas se tornaram um presente caro e que muitas vezes são mais caros que o presente que o aniversariante ganhou. Mochilas com zilhões de coisas dentro, sorteio de viagens à Disney e muito mais. A festa de aniversário começa a ter cara desses eventos de negócios que nós, os pais, vamos. Tem brinde, sorteio e etc. Tudo em troca de uma lembrança de que a festa foi boa ou será que a lembrancinha foi boa e aí vira um negócio de associação.Lembrancinha boa=festa boa?

Mas será que é uma escolha economica? Imagine um pai, com dois filhos em idade escolar. Devem ser umas 20 festas de aniversário de amigos de cada filho, certo? Então é mais barato gastar mais numa lembrancinha mais cara e que você ganha desconto no volume do que presentes de aniversário legais (não necessariamente caros) para todos os amigos do seu filho. Acho difícil.

Mas aí chegamos a outro lado. Será que as lembrancinhas vitaminadas acabam sendo uma maneira de comprar a presença de outros amigos no ano seguinte? E será que esse ciclo vicioso vai levando os pais a disputarem entre si sobre qual a melhor festa, qual a melhor lembrancinha e por aí vai? Eu fiz uma festa legal. Se os pais de um amigo do meu filho fizerem uma melhor, será que a minha próxima festa será mais cara para tentar ter mais features que a concorrência?

E quando começam a ver outros pais e sua relação com os filhos como conconrrência, todos perdem. Morre um pouco do senso de comunidade. Do convite legítimo para uma comemoração e não um convite para uma exposição de “olha o quanto eu amo o meu filho, gastei o preço de um carro popular numa festa de aniversário de criança.”

É uma competição boba e que não leva a lugar algum.

Honestamente, eu não tenho nenhuma resposta. Mas o fato é que eu fiquei chocado com essa inversão de valores bizarra.

Não sei se isso acontece no Rio ou em outras cidades pelo Brasil, Eu só tive experiências desse tipo aqui em São Paulo e na Barra da Tijuca, que todos sabem, não é no Rio de Janeiro (piadinha de carioca).

Você quer saber qual foi a lembrancinha do aniversário do meu filho? Eu não digo. Vai que você vai usar isso como moeda para ir (ou deixar de ir) no aniversário dele do ano que vem?

A única coisa que digo é que eu fiz a minha parte e não fiz entrei na estatística das lembrancinhas multi-milionárias. E olha que a festa foi em buffet de festas infantis, com decoração legal e por aí vai. E quer saber? Meu filho adorou. E eu também.

Jeff Pulver: “Social Media Experts” Should Get A New Job

April 1, 2010  |  Internet, Redes Sociais  |  No Comments

Mais lenha na fogueira da carreira Analista/especialista de mídias sociais. Uma coisa é clara. No formato atual e da maneira que tenho visto o trabalho em redes sociais, muitas pessoas devem procurar outro emprego mesmo.
Ou como eu ouvi numa apresentação que baixei sobre Social Media Marketing no SXSW 2010:

Be a fucking human!

Como ouvir um filme (ou um videocast) no iPhone

February 22, 2010  |  iPhone  |  No Comments


É isso mesmo, apenas ouvir um filme. Imagine o seguinte cenário, você baixou um videocast gigante e que, na realidade, poderia ser apenas um podcast normal pois dá para acompanhar tranqüilamente apenas pelo áudio. Você começou a assistir e de repente lembra de um compromisso e tem que sair. Geralmente, a maneira tradicional de se fazer isso é deixar o iPhone passando o vídeo enquanto você apenas ouve o seu videocast que virou podcast normal. Essa maneira funciona mas tem uma desvantagem: a bateria vai embora muito mais rapidamente. Sem contar que o iPhone vai esquentar bastante no seu bolso.

A maneira alternativa de fazer isso é um pouco mais trabalhosa mas extremamente eficiente.
1- Entre no iPod do seu iPhone e escolha um filme para assistir.
2- Aperte Play.
3- Enquanto o vídeo está rolando, aperte o Sleep/Wake Button no topo do seu iPhone, que irá apagar e parar a reprodução do áudio

4- Agora aperte o Home Button duas vezes. Vai aparecer uma botão de Play/Avançar e Retroceder e uma barra de volume.


5- Aperte o Play
6- Pronto. Seu videocast (ou filme) voltou a ser reproduzido como se fosse uma música normal, sua tela está com uma imagem estática do videocast (provavelmente o Poster Frame) e a tela também pode ser apagada sem problemas.

Provavelmente isso não é um bug, muito menos um hack mas como nunca vi isso sendo divulgado, achei que era uma coisa interessante de divulgar.
Isso deve rolar no iPod Touch também.

iPad e a mídia

February 8, 2010  |  Apple, Mí­dia  |  No Comments


Será que o melhor aplicativo de veículo será aquele com a melhor integração de CMS entre a versão offline e a versão para o iPad?


Muito já foi dito sobre o iPad. Alguns dizem que é revolucionário outros dizem que é um iPhone grande e os mais sensatos dizem que só saberemos quando os programadores tiverem a chance de usá-lo ao programar algo para ele. Ok. Tudo isso faz sentido. Todas as opiniões são baseadas apenas no que a Apple disponibilizou para nós. E sabemos que, geralmente, o que a Apple fala de seus produtos são discursos um pouco viciados. Mas não vou falar disso.
Se vai ser revolucionário ou não só saberemos mais tarde mesmo. Quando os veículos começarem a fazer seus apps é que saberemos se o iPad será ou não a revolução/tábua de salvação para jornais, revistas e livros. De qualquer forma para isso acontecer eles terão que se reinventar e abraçar cada vez mais o conteúdo multimídia.
No dia da apresentação do iPad, vimos o aplicativo do New York Times. Parece bastante interessante e promissor mas fico pensando no dia a dia disso. As atualizações aconteceriam como? Por download da parte acessada? Se sim, o que diferenciaria isso de um webapp? Se for assim o 3G seria fundamental. Agora, se cada dia você puder baixar o seu jornal em casa com a possibilidade de ter todos os arquivos multimedia nele isso é ótimo para o usuário mas o que seria para as empresas produzirem esse conteúdo por dia? Digo, é como se preparar para uma tarefa dessas? A redação dos jornais devem ter uma equipe de jornalistas, outra para atualizar o site e outra para preparar o conteúdo do app do iPad? Imagino que exista algum modelo de otimizar isso.
Se tomarmos como base o aplicativo do NYT que procura emular a experiência e diagramação do jornal com a diferença do conteúdo multimídia (videos, slideshows,e audios, etc), a linha de montagem teria que ser bem alinhada. A última versão do layout do jornal seria a última versão do que iria para o aplicativo. Complicado, né?

E com isso, cada veículo teria o seu aplicativo. Provavelmente gratuito mas que cobraria pelo conteúdo/assinatura. O que faz todo sentido.

Pelo Twitter, comentei com o Michel Lent, essa necessidade de um app por veículo e ele comentou que isso já acontece com aplicativos de rádios online mas que ele via que se o segmento de periódicos (revistas e jornais) vingasse a Apple poderia fazer um iMagazines como fez o iBooks, loja que segue o modelo da iTunes Store. Também faz sentido.

Continuei buscando mais informações sobre a produção de conteúdo dos veículos e vi que no Influx, Ed Cotton acha que provavelmente não teremos experiências como as propostas pela Sports Illustrated mas sim as mais próximas do aplicativo da GQ feita para iPhone/ipod Touch. Leia mais

Ih! mudou tudo?

February 4, 2010  |  Rotina  |  No Comments


Pois é. Depois de anos com o mesmo layout o É isso.org mudou. Com menos anúncios, foco no conteúdo e centralizando alguns spin-offs em apenas um local.
Acrescentei o conteúdo do Puff Branco e do Consumo aqui para facilitar a publicação e permitir que as pessoas possam ver.
Outra coisa, os anúncios do Google devem aparecer de vez em quando apenas nas páginas dos posts e nos links do Consumo É isso.org devem aparecer links de afiliados para os que se interessarem pelo que aparece por lá.
Acrescentei o plugin do TweetMeme para facilitar o Retweet e também coloquei link para quase toda a minha presença em redes sociais. Se não em engano, só falta o SlideShare mas depois eu resolvo isso.
Ainda quero alterar algumas coisas como o template para os vídeos do Puff Branco. Não estou satisfeito com esse modelo mas vamos ver se consigo retirar a barra lateral e deixar o vídeo em um tamanho mas legal.
Os outros ajustes vão ser feitos aos poucos mas a grande mudança é essa daí.